sábado, 17 de janeiro de 2009

SP, ou...S.elva de P.edra


(fotos: Rafael Saes)
Esta foto eu fiz ontem na Estação Barra Funda em São Paulo/SP enquanto enfrentava a longa espera de 7h (sim, sete horas) pelo meu ônibus. Não foi a minha primeira vez em sampa mas foi a primeira vez em que passei por lugares que fazem parte da rotina de muita (muita!) gente por lá. Peguei metrô (Patty, valeu por me ensinar a pegar metrô! haha) em horário de pico, fiquei impressionado com a correria das pessoas e com a quantidade de gente diferente que você encontra em questão de segundos. Ao parar nas estações de maior movimento é aquele vuco-vuco de gente saindo e entrando, cada um indo pra um lado, passos largos..bem largos. Pra quem está acostumado com isso parece normal...mas pra quem vê pela primeira vez é realmente de se impressionar. Esperar 7h em um terminal (um verdadeiro "chá de terminal" haha!) teve o seu lado bom. Gosto de sentar em um canto e ficar observando das pessoas, imaginando o que se passa com a vida de cada um..vendo reações diferentes no modo como cada grupo se relaciona. Por exemplo, em alguma hora do dia eu estava sentado e ao meu redor havia uma família (parecia família, mas assim..pai, mãe, filha, neto, sogra...não dava pra saber ao certo). Era mãe correndo atrás do filho pequeno pra lá, pai correndo atrás da filha pequena pra lá, tinha um guri que provavelmente tinha algum problema mental (pelo modo como agia) e ficava indo de um banco pro outro ou brincando com as crianças (provavelmente primos ou irmãos..). A senhora (avó?) ficava observando o guri mais novo bem com aquela cara de vovó coruja sabe? Toda sorridente...o guri vez ou outra parava na minha frente e ficava me encarando (por que as crianças sempre me encaram? um dia eu decubro), então ele saía correndo pra algum lugar aleatório e a mãe gritava pra ele voltar, e dava comida, e dava brinquedo, e dava mais comida...Depois de um tempo eles se juntaram e partiram, novas pessoas sentaram e eu ali...na minha esperava interminável. Sentou idoso, jovem, evangélico com problemas nas pernas (sentou do meu lado e abriu uma bíblia, pela roupa... era evangélico), hippie, branco, negro, "mano", sentou mãe e filha na minha frente e logo levantaram...é gente de todo tipo e pra todo gosto. Bem ao lado havia uma parede com alguns orelhões (foto) onde dava pra observar comportamentos bem distintos também. Teve uma mulher que chamou atenção pois parecia desesperada tentando explicar onde ela estava pra irem buscar ela ou algo do tipo. Eu e Bruna (Bru, valeu pela companhia de quase 3h ..haha!) ficamos olhando praquilo e até rimos, era cômico a mulher batendo o pé no chão e gritando ao telefone.
Quando dizem "que mundo pequeno ein!" não quer dizer que o mundo é pequeno, mas que sempre tem alguém por perto que você ou conhece, ou que vive na sua cidade ou que conhece alguém que você conhece ou alguma coisa semelhante. Eu estava esperando Bruna quando sentou um guri perto de onde eu estava. Eu escutando uma música e só observando as coisas quando o guri levanta e pede pra eu olhar as malas dele pois ele queria comprar água. Depois que ele voltou a gente começou a trocar uma idéia e adivinhe? Ele era de Maringá. Agora pense.. no meio daquela muvuca, justo a pessoa que fala contigo é da tua cidade. Acho bem interessante quando coisas do tipo acontecem. Enfim, não consegui fazer muitas fotos pois realmente estava com medo de ficar com a câmera a mostra, as fotos que fiz foram todas de fininho, quando tava em algum canto onde nem passava tanta gente. Não fiz uma foto que queria ter feito, no metrô, mas um dia eu faço.

7 comentários:

Stella Brazil disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Stella Brazil disse...

É Rafa...eu acho que as crianças te olham porque vc tem um olhar puro...rs

Eu amei as fotos em Pb Rafa...bem a cara se Sampa mesmo!

Sobre encontrar pessoas em lugares inusitados é muito interessante mesmo...surpresas dessa louca vida!

Diogo Saes disse...

por que as crianças sempre me encaram? um dia eu decubro

hahaha.... essa foi a melhor frase! hehehe

pois eh rafa... aquela velha dualidade... grande mundo pequeno, hein! heheh

Adorei seu post! =D

Danillo Saes disse...

Ae Rafinha... lindas fotos garoto (como sempre né).

Cara... íncrível sua percepção com as pessoas e situações! Isso é um dom seu meu brother! E você registra esse dom através da sua arte de fotografar!

Parabéns meu querido! Sinto muito orgulho em seu seu irmão!

Você mora no meu coração!

Beijão! Te amo cara...

Dan

Mariana disse...

Eu sei o que é ficar esperando numa rodoviária :~
Ficar observando as pessoas é legal, saber como cada uma age. Ainda mais em véspera de ano novo e no RJ ainda, aquela muvuca de gente, cada um tomando seu rumo. Mas a minha espera foi de 3 horas e meia, hahaha mas foi legal. Gostei do que escreveu, rafa. Beijo.

Jefferson disse...

Essa segunda PB ainda não tinha visto.

E não é que o mundo é pequeno.
Somos nós que devemos levar nosso olhar mais longe e não para o umbigo.

E teu olhar cara, esse vai longe, hein!

Abraços.

Carlos Takeda disse...

Cara, SP é complicado. É um lugar onde ficamos rodeados de gente mas, ao mesmo tempo, estamos sozinhos. É incrível ver como esses desconhecidos interagem com o ambiente, com seus semelhantes e inclusive, conosco.

Abraço